terça-feira, 8 de abril de 2008

Divagações


Fotografia de Carlos D.

Tantas vezes pensamos: “ele/a não me valoriza, não me dá o carinho e atenção que necessito e mereço”, “ele/a é frio/a”, “ele/a não gosta de mim”, “está demasiado centrado/a em si mesmo/a”...

E…esquecemos o essencial. Que esse estar bem connosco mesmos não pode nem deve derivar, nem ser alimentado, por x ou y. Deve, isso sim, advir de uma consciência interior, de um equilíbrio do nosso eu.
Se estivermos demasiado dependentes da forma como os outros nos valorizam, estamos igualmente a adaptar-nos constantemente ao comportamento, expectativas e exigências dos outros. Deixamos de ser nós mesmos, abdicamos da nossa individualidade.
Esquecemos igualmente o quão fácil por vezes é julgar os outros e retirar conclusões, tantas vezes precipitadas.

E, em ultima instância, só quem realmente tiver disponibilidade para nos aceitar e apreciar como realmente somos irá permanecer na nossa vida.

Todos nós possuímos máscaras: as máscaras saudáveis e as menos saudáveis. As saudáveis são as que não colocam em causa a ética individual, as que existem derivadas dos condicionalismos sociais. As outras máscaras são as que procuram ocultar a natureza do verdadeiro “eu”. Isso muitas vezes sucede de forma consciente, outras vezes de forma inconsciente.
E, tantas vezes, essas máscaras impedem a auto-descoberta e obstaculizam o caminho no sentido da unificação dos nossos diversos “eu”.


By Carlos D.

4 comentários:

Anônimo disse...

A maior parte das vezes, as máscaras que utilizamos somos nós próprios que as criamos, ou porque será "conveniente", outras vezes porque somos incapazes de nos assumir-mos como na realidade somos...a nossa verdadeira essência, o nosso EU. Porquê? Na maioria das vezes nada mais significa que um medo aterrador de vestirmos a nossa verdadeira pele, não necessariamente perante os outros, mas sim e essencialmente para nós mesmos.

Anônimo disse...

Quantas vezes essa máscara que usamos serve para nos proteger-mos dos sentimentos, das angustias, das decepções.
Quantas vezes "fingimos" que nada nem ninguem nos toca, nos afecta,quantas vezes temos vontade de dizer "amo-te" e o calamos dentro de nós, e apenas quando chegamos a casa, ou estamos sós, tiramos a máscara e deixamos sair cá para fora o verdadeiro "eu"...

Carla Mota disse...

Eu muitas vezes tento disfarçar, é-me conveniente. Mas chego a conclusão que a dor não diminui com a lucidez nem tão pouco se dissipa na razão.

Anônimo disse...

Há máscaras e máscaras...
Quantas tenho eu...
Tantas tantas...
Concordo com o que já foi comentado e o que diz o próprio texto...
Mas é tão complicado mostrarmos a nossa verdadeira identidade,tão complicado deixar de julgar..
Na verdade,ninguém o queria fazer sem que houvesse um motivo válido para isso,não concordas??
É válido que passa pela nossa valorização própria,e pela nossa nossa atitude,e equilibrio mental...
Mas pergunto,será que todos nós não temos os nossos receios e os nossos fantasmas?
Teóricamente:desenvolvemos o psíquico com as nossas experiências de vida,com a nossa adaptação à realidade.
Será que o resultado daquilo que fomos vivendo,o nosso eu do momento,não e uma máscara que conseguimos criar devido a essas vivências??